terça-feira, 17 de março de 2009

Numa de sorrir à toa...

Mais uma vez dei comigo a sorrir às flores, ao sol, às pessoas... Dou comigo muitas vezes a fazer isso, desde que me conheço e em pequenina ainda o fazia mais. É um sorrir silencioso, como que disfarçado, mas que é muito bem percebido no exterior. Porém, noto que sempre que o faço é com uma certa dor por dentro. Uma dor que eu nunca soube de onde vinha. Uma dor que eu me lembro que os meus colegas de escola não pareciam ter quando sorriam. Era como se eles sorrissem de verdade e eu não.
Agora, essa dor ficou ainda maior. Mas é como se eu soubesse que o meu sorrir tem um papel importante. Ele não retira a minha dor, mas alivia-a, pois faz-me arrancar dos outros também os seus sorrisos silenciosos, e aliviar nesse instante a dor deles. É um sorriso que faz as flores sentirem-se úteis e quererem ficar um pouco mais de tempo abertas... E é aquele sorriso que faz o pôr do sol parecer adiar-se, fazendo tempo até ter a certeza que entrou de verdade no meu coração.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Tenhamos motivação para subir torres altas!!

Certo dia, um grupo de sapinhos organizou uma competição.

O objectivo era alcançar o topo de uma torre muito alta. Uma multidão juntou-se em volta da torre para ver a corrida e animar os competidores.

A corrida começou.

Sinceramente ninguém naquela multidão acreditava que sapinhos tão pequenos pudessem chegar ao topo da torre. Eles diziam coisas como: "Oh, é difícil demais! Eles nunca vão conseguir chegar ao topo" ou "Eles não têm nenhuma hipótese de terem sucesso. A torre é muito alta!"

Os sapinhos começaram a cair, um por um. Só alguns continuaram a subir mais e mais alto... A multidão continuava a gritar: "É muito difícil!"

"Ninguém vai conseguir!"

Outros sapinhos cansaram-se e uns desistiram!

Mas um continuou a subir e a subir: Este não desistia!

No final, todos os sapinhos tinham desistido de subir a torre. Com excepção do sapinho que, depois de um grande esforço, foi o único a atingir o topo!

Naturalmente, todos os outros sapinhos queriam saber como ele conseguiu tamanha proeza. Um dos sapinhos perguntou ao campeão como ele conseguiu forças para atingir o objectivo.

E a conclusão foi que o sapinho campeão era SURDO!

A moral desta história é: Nunca dar ouvidos a pessoas que nos possam desencorajar na procura de um sonho. Lembremos sempre do poder das palavras, pois tudo o que ouvimos pode afectar as nossas acções. Acreditemos que somos capazes!! Tenhamos motivação para subir torres altas!!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

"Tudo depende da maneira de dizer as coisas..."


Esta semana andei a pensar que a forma como nos expressamos no presente, pode condicionar o nosso futuro. Desta forma, mesmo que não tenhamos intenção de expressar algo mau, devemos certificar-nos se a nossa verdadeira intenção foi passada. Falar com sabedoria, é deixar a boca falar em último. Fica um exemplo para os mais distraídos...


Uma sábia e conhecida anedota árabe diz que, certa vez, um Sultão sonhou que havia perdido todos os dentes.

Logo que despertou, mandou chamar um adivinho para que este interpretasse o seu sonho.

- Que desgraça, senhor! Exclamou o adivinho.

- Cada dente caído representa a perda de um parente de vossa majestade.

- Mas que insolente! - Gritou o Sultão, enfurecido. Como te atreves a dizer-me semelhante coisa? Fora daqui! Chamou os guardas e ordenou que lhe dessem cem açoites.

Mandou que trouxessem outro adivinho e contou-lhe sobre o sonho.

Este, após ouvir o Sultão com atenção, disse-lhe:

- Excelso senhor! Grande felicidade vos está reservada. O sonho significa que haveis de sobreviver a todos os vossos parentes.

A fisionomia do Sultão iluminou-se num sorriso, e ele mandou dar cem moedas de ouro ao segundo adivinho.

E quando este saía do palácio, um dos cortesãos disse-lhe admirado:

- Não é possível! A interpretação que você fez foi a mesma que o seu colega havia feito. Não entendo porque ao primeiro ele pagou com cem açoites e a você com cem moedas de ouro!

- Lembra-te meu amigo - respondeu o adivinho.

"TUDO DEPENDE DA MANEIRA DE DIZER AS COISAS..."

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Sensação de Realeza...

O meu bebé tem-se mexido bastante e hoje fartou-se de dar pontapés! :)
Estou tão feliz!!

Ouvir alguém a dizer, ou ter ideia de que é assim, não é nem de perto parecido ao que se sente por sermos nós a passar pelo momento. É um sentimento com uma força enorme. Quase uma sensação de realeza... Sente-se a divindade a habitar em nós, a fazer o seu milagre e isso é algo realmente único e maravilhoso! Hoje é sem palavras ... :)

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Acerca do Post: Dar entendimento à vida - Chega de Ansiolíticos!

Surgiram comentários acerca do Post em que falo dos Ansiolíticos.

Não o escrevi em tom de crítica a quem toma anti-depressivos. Eu própria vivi à base deles durante quase 7 anos da minha existência. Sei que não é fácil. Eu nunca deixei para viver depois uma emoção e mesmo assim não consegui evitar o pânico, as apneias do sono e por aí..
Sei que nem todas as emoções se conseguem perceber, e sei que há energias em nós que não nos conseguimos livrar assim. Há quem tenha efectivamente de tomar anti-depressivos para conseguir entender primeiro o que tem de vivenciar. Esse tempo em que os tomam também é útil, mas cuidado porque é um tempo perigoso em que não estamos a ser nós mesmos. É preciso ter consciência disso e não ter medo de voltar a caminhar novamente sozinho. Tentar sempre! Eu tentei muitas vezes e na última delas foi possível.
Com o Post pretendi apenas criticar quem se "droga" no dia a dia, mesmo que ainda não esteja a sofrer. Porque é aí que está o problema! Não em quem sofre querer aliviar isso, porque é um direito que tem, um caminho possível, embora sem grande saída. Critico apenas quem ambiciona mais do que o seu corpo permite, para se tonar rentável à sociedade. Ou quem tenta acalmar o corpo sem perceber que tem primeiro de acalmar o ritmo. É a essas pessoas que dirijo o Post. Às que fumam, tomam cafés, estimulantes e depois calmantes para dormir quando ainda podem viver sem isso, bastando moderar os ritmos de vida. Pois a recorrer a pequenas drogas que ajudam o dia a render mais, não se respeitam a elas mesmas e nem a quem toma anti-depressivos e ansiolíticos por não ter grande opção. Porque efectivamente há situações, em que a pessoa chega a um ponto cujas hipóteses de opção são quase nulas. E eu que o diga!

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Mais uma para o Estado da Noção

"Despedimento colectivo numa empresa, cujo patrão tem fortuna avaliada suficiente para pagar salários por cerca de 4000 anos, a esses mesmos empregados que quer despedir."

Eu ouvi hoje um senhor a dizer isto e pensei...

Realmente, porque perdem tanto tempo a perseguir criminosos?
Qual crise!? Crise é nos valores, na continuação da ganância e na aposta das novas tecnologias como substituição do trabalho vindo das mãos do homem. Compram máquinas e despendem pessoas.

Hoje despedes, amanhã vais andar a fugir com medo do povo que tem fome. És um tipo inteligente!!

Enfim, é mais uma para o Estado da Noção!

"Geração apática e sem objectivos, nem ambições"

No outro dia, uma garota de 20 anos dizia-me que é muito ambiciosa e que acha que o que está mal hoje em dia, é que os jovens da idade dela não têm ambição, nem objectivos de vida.

Bom, se pensarmos que o que define uma geração (ou Era) é a maioria das pessoas, e não uma minoria, eu sugeri-lhe que perguntasse a ela mesma porque raio isso está a acontecer. Porque é que as pessoas já não respondem como antes às ambições de outrora. Porque é que temos todos a sensação que os nossos avós foram obrigados a começar a trabalhar desde cedo, por não terem escolha e que, hoje em dia, se calharmos de passar por dificuldades semelhantes, os jovens morrem todos a um canto sem mexer uma palha?! O mundo muda, os genes mudam, as necessidades da alma mudam, porque as almas evoluem, e a mudança ocorre. É normal atravessarmos Eras de mudança, e porquê continuar a achar que é a maioria é que está mal?

Na idade média, homens pegavam em espadas e matavam com elas. Espadas que poucos de nós, humanos de hoje, conseguiam sequer levantar do chão, tal o seu peso. A genética humana mudou! A alma humana evoluiu. A força que antes dominava os guerreiros vinha da sua alma presa ao valor terreno e palpável das coisas.
Hoje nascemos com necessidades diferentes. O Consumo como necessidade sempre houve e chegou à facilidade tal, que já não satisfaz a maioria. Daí que muitos sejam aqueles que cada vez mais não possuem ambição a grandes níveis. Porque sabem que a sua ambição não foi ainda definida. Estamos numa transição de Eras, de tempos. Nesse meio tempo não há clarividência, não há certezas, não há sequer forças para aplicar no que até aqui não compensou. Há apenas a inteligência adequada ao tempo, há a sensação, necessidade de abstracção, de se isolar e tentar perceber que geração vem aí, que Era vem aí, e que foi que mudou no nosso interior, para poder adequar-se ao novo. É uma necessidade intrínseca de qualquer ser humano. É um tempo necessário, uma geração necessária. Toda a geração é necessária!!

Se pensarmos que os nossos avós constituem a geração que detém talvez a maior marca já avaliada da esperança de vida humana, podemos pensar nas suas causas. O que coloca pessoas de uma geração tão sofrida e obrigada sempre a tudo, a morrer tão tarde? O trabalho dá saúde? Também. Mas será só isso? A velhice deles está assim a ser tão serena e compensatória da vida que tiveram? E se pensarmos que lhes foi dado mais tempo de vida, porque precisaram desse tempo para fazer o que não fizeram enquanto jovens, avaliar o que de facto os fazia mexer e trabalhar sem tempo pra pensar em nada mais, em compensações interiores? Que apenas um período de velhice longo, lhes poderia dar a conhecer novos pensamentos sobre a maneira de pensar da época que viveram, que a obrigação estava dentro deles e os impediu de ver motivação, mas apenas uma época de obrigação sem escolhas possíveis. Ninguém quer morrer sem sentir que a vida lhe teve algum amor, sem sentir que teve amor pela vida. Isso faz durar o corpo, porque a alma não está sossegada. Não pode partir ainda.

Talvez por isso eu acredite que existe um motivo para a esperança de vida estar a diminuir, nesta nova geração. Diz-se o contrário, que a ciência evolui. Mas na minha opinião, dificilmente a minha geração chegará aos 90 anos de idade. Terá isso de ser necessariamente um mau sinal? Acho que esta Era de mudança, veio trazer introspecção antes de qualquer acção (ao contrário dos nossos avós) e isso é em tudo uma sabedoria e clarividência que nos permite perceber de amor da vida, de amor à vida sem ter de cá andar 90 anos! Tudo tem a ver com a alma. As que agora surgem, são as que já estiveram cá mais vezes. Logo não vêm apenas viver no sentido básico do termo. Vêm aperfeiçoar aquilo que ficou por fazer noutras vidas.

Vou deixar-vos com uma analogia que gosto muito de usar. Na época dos Descobrimentos, descobriu-se que nem todos os povos dariam bons escravos. Tentaram escravizar os Índios e não o conseguiram. Tentaram e com êxito escravizar o povo africano.
Os Índios eram demasiado frágeis e não aguentavam os castigos severos, morriam facilmente, morriam de desgosto. Os Índios prevervavam a sua liberdade, a sua alma livre e jamais o valor material das coisas. Não tinham como hábito vender-se uns aos outros, vender filhos para terem mais e melhores condições. Terras estéreis como existem em África deram a esse povo um karma terrível. Mas como todos os povos, eles tiveram o seu livre arbítrio e perante ele o seu povo se desuniu, escolheram vender-se uns aos outros. Não sabiam que povos desenvolvidos não iriam valorizar algo que eles próprios não valorizavam. A raiva e apego ao mundo terreno, fazia dos africanos fortes e saudáveis, e logo bons escravos. A sua constituição genética é das mais fortes e saudáveis. Foram vítimas disso, do seu apego aqui ao mundo que não os soube estimar. Jamais ousariam morrer de tristeza, como um índio. Acredito que isto se tivesse passado porque jamais olharam para o que tinham dentro do peito. Aceitaram essa condição sem vivenciar a tristeza, sem criar uma identidade incorruptível de um povo iluminado. A tristeza não era vivida na essência. A tristeza de serem escravizados era transformada em raiva e assim foi passando ao longo dos séculos e permanece ainda a revolta dentro dos seus peitos.

Associo o povo africano aos nossos antepassados, aos nossos avós, fortes e saudáveis, cuja vida lhes foi madrasta, por eles mesmos não se terem permitido senti-la de outra forma. Por mais limitada que nos pareça a vida, nós temos sempre uma escolha! E uma geração toda na sua maioria, é que mostra a escolha feita. Acho que esta geração é uma geração de Indios, que está a fazer uma escolha. A escolher de acordo com a sua liberdade de espírito. A tentar perceber o que não quer. Não sabemos ainda qual é, qual será esse futuro. E se for mesmo a falta de ambição material? Qual é o problema? Pessoas que fazem realmente no peito essa escolha, jamais têm necessidade de ir roubar. São almas de Índios, perfeitamente conscientes das escolhas, perfeitamente inofensivas e pacificadoras. Poderão não sê-lo, se não as deixarem escolher. Têm o direito a isso, a não ser ambiciosas. Aprendamos com a mudança! Aprendamos com a maioria. Porque a mudança está a ocorrer, isso é inegável.